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O 4º Congresso Brasileiro de Medicina Geral (CBMG), promovido pela AMB no Distrito Anhembi (SP), promoveu de 11 a 13 de junho debates relevantes na área da Medicina Geral. No primeiro dia do evento, um dos destaques foi a atualização da Diretriz de Dislipidemia 2025, com foco em metas mais rigorosas de controle lipídico, estratificação de risco e estratégias terapêuticas mais intensivas.
A coordenação do painel esteve sob responsabilidade do Dr. Bento José Bezerra Neto, presidente da Associação Médica de Pernambuco (AMB-PE) e vice-presidente da AMB para o Nordeste, ao lado do Dr. Álvaro Avezum Júnior, coordenador do Comitê de Pesquisa e Inovação da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).
“A atualização da diretriz reforça a importância de estratégias mais precoces e intensivas no controle do risco cardiovascular, diante do aumento da carga das doenças ateroscleróticas na população”, afirmou o Dr. Bento.
Com o tema “Estratificação de risco e metas”, o Dr. Márcio Hiroshi Miname, médico assistente da Unidade Clínica de Lípides do InCor-HC-FMUSP. O Dr. Fernando Henpin Yue Cesena, cardiologista do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (SP), ressaltou que o colesterol permanece como um dos principais determinantes do risco aterotrombótico, ao lado dos triglicérides.
“Manejo da intolerância à estatina”, o Dr. Remo Holanda de Mendonça Furtado, diretor de Pesquisa Clínica no Brazilian Clinical Research Institute e médico assistente da Universidade de São Paulo, enfatizou que a intolerância às estatinas é frequentemente superestimada, com grande parte dos casos não confirmados em estudos controlados.
O debate reforçou a integração entre evidências científicas e prática clínica. Os participantes destacaram que a diretriz atualizada traz maior precisão na definição de metas, com redução mais intensiva do LDL-colesterol em pacientes de alto risco e maior valorização do não-HDL como marcador complementar.
Texto e fotos: ASCOM AMB
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